domingo, 25 de novembro de 2007
Debate entre as chapas - Terça a tarde
Laranjeiras (local a definir) e Itabaiana(auditório) às 17:00hs
São Cristóvão(RESUN) às 18:00hs
É importante a participação de todos/as.
É importante ler anteriormente as propostas de cada chapa.
domingo, 18 de novembro de 2007
QUANDO O AMOR NÃO BASTA
QUANDO O AMOR NÃO BASTA... Temos que deixar de lado o egoísmo e nos enchermos de coragem, e assim, mudar o rumo das coisas deixa de ser apenas um sonho e torna-se uma necessidade.
QUANDO O AMOR NÃO BASTA... Resta-nos a RESISTÊNCIA, nos agarrar aos nossos ideais de uma sociedade sem opressores e oprimidos, uma sociedade que sirva a todo coletivo e para isso temos que defender nossos princípios mesmo quando a regra é ceder.
QUANDO O AMOR NÃO BASTA... Resta-nos a inovação do velho e a arte do novo, não simplesmente aceitar as coisas como são ditas, a criticidade deve ser nosso principal guia.
QUANDO O AMOR NÃO BASTA... Resta-nos o TESÃO por construir um novo amanhã, uma nova universidade e um novo movimento, onde nós não sejamos os melhores, mais o melhor seja a nossa causa, o nosso compromisso e a nossa ousadia.
QUANDO O AMOR NÃO BASTA... Temos a organização. Somente enquanto coletivo podemos transformar o meio em que vivemos... QUANDO O AMOR NÃO BASTA... Temos que transformar nossa indignação coletiva em RESISTÊNCIA & LUTA.
2007: O Movimento Estudantil sacudindo as universidades brasileiras!
A educação superior pública já vinha sofrendo duros ataques por parte do governo federal. A reforma universitária, sendo implantada aos poucos, não achava resistência unificada por parte dos estudantes.
Eis que surge, então, um fato novo, exemplo para colocar os estudantes em movimento: a ocupação da USP, símbolo de resistência e ousadia em defesa da universidade pública e sua autonomia. A ela se seguiram outras ocupações de universidades, UFRJ, UFAL, UFMA, UFRGS, UFC, UFES, UFJF, e tantas outras. Nesse mesmo sentido, durante a paralisação estudantil da UFS, os estudantes não se furtaram de reivindicar melhorias e defender a qualidade da nossa universidade.
O estopim de todo o processo de ataque a qualidade das universidades públicas atende pelo nome de REUNI. Mais de 11 universidades federais estiveram ou ainda estão ocupadas contra o projeto. Aqui na UFS, a reunião do CONEPE foi ocupada também. Em todos os lugares, a implantação do REUNI encontra uma forte resistência estudantil como não se via na história recente, demonstrando que o estudante não aceita o destino traçado pelo governo federal e reitorias para as universidades.
Assim, 2007 foi um ano rico de experiências e lutas dos estudantes, e deve servir como lição para 2008. Vamos com tudo barrar o REUNI e construir uma universidade pública e de qualidade!
Movimento Estudantil na UFS: O que era apatia virou melodia...
Nossa melodia é formada por três notas: combatividade, autonomia e democracia.
Melodia com combatividade... Centenas de estudantes reivindicando... As recentes mobilizações estudantis da UFS escreveram belas páginas na história da nossa universidade. Muito diferente do que acontecia há anos atrás, quando não percebíamos nenhuma atuação importante do DCE-UFS. Foram várias mobilizações, protestos e manifestações.
O DCE-UFS, vários Centros e Diretórios Acadêmicos e estudantes lutaram pela expansão com Qualidade, com os Campi São Cristóvão, Itabaiana e Laranjeiras unidos.
Melodia com democracia... Neste último ano, uma das principais marcas do Movimento Estudantil que construímos na UFS foi a democracia, efetivada nas discussões e decisões estudantis. Nesse sentido, houve avanços significativos, principalmente na democracia estudantil priorizada pela atual gestão do DCE-UFS.
Foram realizadas 4 assembléias Gerais Estudantis e várias plenárias de discussão que pautaram assuntos importantes para a UFS. Uma grande inovação foi a realização delas em vários turnos para contemplar a participação dos estudantes trabalhadores que historicamente foram excluídos da participação e decisão estudantil.
Foram realizadas várias reuniões com Centros Acadêmicos e convocamos diversos CEB - Conselho de Entidades de Base (Conselho de todas as entidades estudantis da UFS – DCE, AAU, CAs, DAs e Conselho de Residentes), democratizando as decisões e garantindo que o conjunto de entidades como um todo contribuíssem com as discussões e reivindicações.
Melodia com autonomia... Apoiar e elogiar iniciativas do governo e da reitoria quando forem boas e Criticá-los e combatê-los quando for necessário... Entendemos que a autonomia perante a reitoria, governos e partidos é um principio básico de democracia e combatividade.
Em primeiro lugar, os assuntos que abordamos foram debatidos coletivamente com os estudantes, CAs e DAs, sejam em assembléia gerais estudantis, sejam
Segundo, porque o DCE-UFS construiu várias atividades com a Reitoria como a Calourada Unificada, I Semana Acadêmica, Semana de Extensão, Fórum de Assistência Estudantil, etc. Apoiamos a reitoria e o governo federal na criação de cursos especiais de graduação para assentados da reforma agrária, na contratação de servidores e professores.
Mas, não deixamos de fazer a crítica construtiva e enfrentá-los em diversos momentos como na cobrança da qualidade na expansão feita, pressionando por melhorias nos Campi Itabaiana e Laranjeiras, na luta contra a Reforma Universitária e contra o REUNI, contra a privatização interna da UFS, etc.
Paralisação Estudantil... Decisão democrática dos estudantes e a opção por discutir e lutar por melhorias para a UFS!
A última paralisação estudantil representou para a UFS um momento histórico de mobilização, fruto de um amplo processo de discussão fomentados por diversos setores da UFS, DCE, CAs, DAs, estudantes, residentes, bolsistas, etc.
A decisão sobre a paralisação foi uma decisão soberana dos estudantes através da maior Assembléia Geral Estudantil da história da UFS, com cerca de 1800 estudantes.
A decisão de paralisação foi um ato de solidariedade aos estudantes de baixa renda e que necessitam dos serviços essenciais da UFS. Por isso, o fator determinante da paralisação foi justamente a falta de serviços essenciais (RESUN, BICEN e Laboratórios) em decorrência da greve dos servidores.
Com o sentimento de democracia e a reivindicação de estudantes, realizamos mais outra assembléia durante a paralisação que decidiu pela sua continuidade, já que os motivos determinantes ainda continuavam.
Para os participantes da Frente de Paralisação, composta por diversas entidades estudantis e estudantes de diversas áreas do conhecimento, a Paralisação não deveria ser um momento de cruzar braços, ficar em casa e esperar o retorno de BICEN, RESUN e Laboratórios. Foi ressaltado em todo momento o mote “Paralisação É luta!” e isso ficou claro no dia-a-dia do movimento.
Nestes dias, o que se viu foram Centenas de Estudantes participando das atividades, plenárias, debates, oficinas, passeata, negociação com reitoria, etc. Viu-se também, algo inédito na UFS, que foi a elaboração de uma carta densa de reivindicações que abordava diversos aspectos (ensino, pesquisa, extensão, assistência estudantil, Campus-Laranjeiras, etc.), refletindo a intensidade das discussões e a necessidade de melhorias urgentes.
Conseguimos pela 1ª vez na história UFS, fazer com que o Reitor passasse 2 dias consecutivos discutindo nossas propostas, numa audiência pública. Com essa intensa mobilização, não foi a toa que conseguimos algumas conquistas. Mas, salientamos que as conquistas não acabam por aqui, e por elas continuaremos lutando.
Propostas para o DCE
- Jornal trimestral;
- Boletim informativo eletrônico;
- Passadas em salas de aula;
- Criar um novo site que seja atrativo;
- Vídeo-jornal periódico do DCE-UFS;
- Fomentar o debate sobre a rádio universitária – Rádio UFS;
- Estabelecer constantemente o diálogo com CA’s, DA’s, Conselho de Residentes, ENEE’s (Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais), Bolsistas e AAU (Associação Atlética Universitária) .
FINANÇAS
- Gestão democrática das finanças do DCE com CA’s, DA’s, Conselho de Residentes, ENEE’s, Bolsistas e AAU;
- Prestação mensal das contas do DCE em CEB’s (Conselho de Entidades de Base) e nos meios de comunicação;
- Incentivo à contribuição voluntária.
MOVIMENTO ESTUDANTIL E DEMOCRACIA INTERNA
- Realizar CEB mensalmente;
- Manter a realização de Assembléia Geral (em dois turnos);
- Realizar o 1º Encontro Estudantil dos novos campi;
- Realizar o 1º Congresso Estudantil da UFS;
- Fomentar o debate acerca da organização estudantil em nível nacional;
- Lutar pela paridade nos conselhos.
FORMAÇÃO POLÍTICA
- Realizar GT’s (Grupo de Trabalho) permanente para a construção da política do Movimento Estudantil;
- Realizar debates e seminários;
- Promover cursos de formação.
CULTURA E ESPORTE
- Criar uma relação com a AAU e as outras entidades estudantis no sentido de promover o debate da Cultura Sergipana valorizando as nossas raízes culturais;
- Realizar oficinas de teatro com a finalidade de formar um grupo de Teatro do Oprimido da UFS;
- Realizar Mostra de Filmes;
- Realizar Mostra Cultural;
- Construir junto com a AAU e demais entidades estudantis atividades esportivas;
- Impulsionar a criação de coletivos para debater opressões e fomentar o respeito às diferenças.
ASSUNTOS ACADÊMICOS: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
- Fomentar o debate sobre Reforma Estrutural e Pedagógica na UFS, dando ênfase às condições de acessibilidade e ao despreparo que os departamentos têm para receber os ENEE’s;
- Discutir a evasão e a reprovação em massa na UFS, em especial no CCET;
- Realizar debates acerca da função do Estágio;
- Construir Estágio Interdisciplinar de Vivência em assentamentos da Reforma Agrária;
- Promover debates sobre Extensão Popular Universitária;
- Lutar pela rubrica específica para a Extensão Universitária;
- Realizar discussões sobre a Pesquisa e a função que esta deve assumir na sociedade.
Reitoria: De que lado você samba?
Da defesa da qualidade da UFS ou do seu sucateamento?
Democracia x Autoritarismo – Compreendemos que a função da Reitoria é somente administrar, impulsionar as discussões necessárias para a UFS, para que de forma democrática, reflita os anseios e decisões da comunidade acadêmica. Ora, a UFS é formada por estudantes, docentes e servidores e porque nós não participamos das decisões importantes da Universidade?
Pelas práticas da reitoria a resposta é fácil: porque ela está sambando do lado do autoritarismo e da imposição de várias medidas sem discussão e decisão da comunidade acadêmica. É nítido isso, em várias medidas impostas por essa gestão: eles já quiseram impedir realização de eventos culturais na UFS, aconteceram modificações importantes no Estatuto da UFS, várias portarias impostas, expansão da UFS, atualmente o nefasto REUNI, etc. Tudo isso com um elemento em comum: a falta de discussão e o autoritarismo.
Por que não há uma discussão séria e democrática sobre o orçamento da UFS? Por que a comunidade acadêmica não pode decidir as prioridades e onde deve ser aplicado o dinheiro?
Defesa da UFS X sucateamento- Mas não é à toa que a anti-democracia seja a marca desta gestão, por um simples motivo. A grande maioria das medidas que ela impõe para a UFS rezam na mesma cartilha do governo Lula e estão em sintonia com o projeto de sucateamento da universidade pública brasileira: o REUNI, o qual, aprovado de maneira ilegal, é o emblema destas atitudes.
Agora não é difícil saber porque Josué tem medo de que a comunidade acadêmica participe das decisões da UFS. Se a grande maioria dos projetos que ele apresenta são ruins e prejudiciais à UFS, claro que com a discussão a decisão será de rejeitá-los. Deve ser por isso que Josué prefere o autoritarismo.
O que queremos:
- Discussão democrática do Orçamento da UFS com a comunidade acadêmica;
- Realização de Seminários e Fóruns para discussão de projetos a serem implantados na UFS;
- Realização de Assembléias Gerais Universitárias ou plebiscitos para decidir sobre projetos importantes a serem implantados na UFS.
REUNI – 6 motivos para ser contra
O REUNI - - Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - é mais novo projeto do governo federal/Reitoria para a ampliação de vagas e suposta reestruturação das universidades. Somos contra porque:
1) Melhorar a Educação se faz com discussão e não por decreto e golpe da Reitoria - É lamentável que um projeto como este seja imposto via decreto, pelo governo federal. Na UFS, a Reitoria diz ter aprovado a adesão sem discussão nenhuma com a comunidade acadêmica, de maneira autoritária, através de uma reunião ilegal, sem divulgação e com a participação dos conselheiros ligados a ela!
2) Expansão sem qualidade e sem financiamento – Pelo REUNI, o governo prevê, em 5 anos, quase dobrar o número de estudantes nas universidades ampliando somente 20% no orçamento das universidades!
3) A precarização do trabalho docente - Uma das duas metas do REUNI é a duplicação da relação média professor-aluno para 1/18, não levando em conta o trabalho docente realizado em pesquisa e extensão, muito menos com alunos de pós-graduação. A UFS já pratica a relação 22/1 aluno/professor o que se traduz em laboratórios cheios, salas já com mais de 80 estudantes, etc. Já que não existe contratação de professores efetivos, essa relação é mantida pela ampliação de professores substitutos, que tem um trabalho precarizado e não faz pesquisa e nem extensão!
4) Aprovação Automática e o professor se torna irrelevante – O governo/Reitoria pretende atingir a meta de aprovação de 90%. Essa meta só revela o caráter demagógico do REUNI, já que o padrão europeu e internacional de conclusão varia dos 60% a 70%. Para se atingir esta meta a universidade passará por um verdadeiro processo de flexibilização das normas acadêmicas, afim de que se institua uma verdadeira política de aprovação automática. E a qualidade, onde fica? Ao colocar esta meta, o governo/reitoria demonstra um total desconhecimento das causas da evasão escolar.
5) A causa principal da evasão é a falta de assistência estudantil - A causa sócio-econômica é o fator preponderante e é a raiz do problema da evasão. Mas, o governo federal e Reitoria responsabilizam a estrutura acadêmica pela evasão. Um verdadeiro plano de combate a evasão passa pela implantação de um Programa de Assistência Estudantil vigoroso, com aporte de verbas suficientes, dando conta da construção e melhoria de Bibliotecas, RESUNs, Residências Universitárias, Bolsas de Auxilio, etc.
6) Bacharelado Interdisciplinar- Serão criados cursos de bacharelado e licenciatura em áreas interdisciplinares, tais como em Artes,
REUNI NA UFS: RESISTÊNCIA E O GOLPE DA REITORIA!
A UFS viveu tempos dignos da ditadura. A reitoria rezando na cartilha do governo federal quis aprovar o REUNI, de qualquer forma, sem discussão com a comunidade acadêmica e encontrou a resistência de vários estudantes e entidades estudantis. Ocupamos a reunião do CONEPE, protestamos e fomos vitoriosos em impedir a aprovação do REUNI.
No entanto, o Reitor Josué, não satisfeito, na mesma tarde em que a reitoria estava ocupada, convocou seus conselheiros-amigos para uma reunião extraordinária, na FAPESE, sem divulgação e convocação dos conselheiros que se posicionavam contra o REUNI. Um verdadeiro golpe na UFS!
Por isso, estamos em estado de mobilização contra o REUNI e o DCE-UFS entrou na justiça pedindo a anulação da suposta reunião e aprovação do REUNI.
GOLPE NÃO!!
QUEREMOS DISCUSSÃO E PLEBISCITO!
ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NA UFS... ISSO É REAL OU MILONGA?
Nota-se que as desigualdades econômicas se refletem na forma de organização e vivência das pessoas, colocando-os em patamares diferenciados: poucos com mais e muitos com menos. Tá, mas onde se encaixa a UFS nesta história? Em tudo!
Na UFS todas e mais outras desigualdades são reais, o que não é real é aquilo que chamamos de assistência estudantil! Você já percebeu que de uns tempos pra cá a UFS ampliou o número de vagas? E a política de Assistência estudantil, que já era precária, aumentou proporcionalmente? Não!
Entendemos este tipo de expansão como uma ação demagoga, pois de um lado inclui o estudante na universidade e do outro, o exclui automaticamente. Pois pesquisas evidenciam que o fator determinante da evasão nas universidades é a ausência de assistência estudantil.
De que adianta garantir acesso sem garantir permanência? Já sei: aumentar o percentual de “cidadãos” “inseridos” no Ensino Superior e ocultar o percentual e a causa da evasão escolar! Os que estão no poder são espertos hein? E nós? Somos espertos, organizados, democráticos, resistentes e combativos! Um exemplo deste perfil foi o processo de enfrentamento e combatividade durante a paralisação estudantil na UFS.
Ô estudantada, o que nos levou mesmo a paralisar? Vamos relembrar... Inicialmente fomos instigados pela falta de serviços básicos no âmbito da Assistência Estudantil: RESUN e BICEN. Sem eles, dava pra garantir a permanência na UFS? Então democraticamente decidimos paralisar! Paralisados, o que fizemos? Discutimos as problemáticas vivenciadas no cotidiano da UFS. Só isso? Não! Organizados, propomos alternativas de superação e transformação da realidade da UFS. E os resultados? De forma combativa e resistente alcançamos conquistas!
Queremos mais alguma coisa? Sim, queremos e organizados lutaremos por:
- Construção da Casa do/da Estudante nos Campi; aumento do valor da bolsa passada aos/às residentes; transformação das bolsas de trabalho em bolsas de estudo; ampliação dos periódicos e obras da BICEN; BICEN em Laranjeiras; ampliação do RESUN e fazer deste um campo de pesquisa e extensão; RESUN em Laranjeiras; fim imediato das taxas; ampliação da frota de ônibus; terminal de integração Aracaju-Laranjeiras; construção do posto de saúde e da creche universitária no campus; garantia de acessibilidade aos ENEE’s (Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais); núcleos de apoio aos ENEE’s e outras tantas bandeiras de luta que resultem em acesso e permanência, onde a Assistência Estudantil seja vista como dever do Estado e direito do estudante, lembrando que as operacionalizações desta política pública irão refletir no desempenho acadêmico.
E aí? Lutar ou desistir? Vamos lutar pela Assistência Estudantil!
A cruel realidade do Trabalhador-estudante!
É uma realidade cruel e por isso não podemos naturalizá-la e muito menos considerar o trabalhador-estudante como um estudante de segunda classe. Já temos avanços claros quanto à participação do trabalhador-estudante nos fóruns do DCE com Plenárias, Debates e Assembléias acontecendo à noite e com a ampliação do horário de funcionamento da BICEN (conquistada na paralisação).
Porém temos que avançar nas políticas educacionais (ensino-pesquisa-extensão) para o trabalhador-estudante e ser protagonista no debate sobre a redução da jornada de trabalho, pois a mesma é uma forma de gerar mais empregos, melhorar a qualidade de vida de todos os trabalhadores e nos dá mais tempo para estudar, viver e construir a Universidade.
Propomos:
- Grupo de trabalho permanente que busque melhorias para os cursos noturnos e inicie o debate sobre a redução da jornada de trabalho.
COTAS: Com Acesso e Permanência
Não podemos negar que historicamente a população pobre e negra tem sido marginalizada, não só no âmbito do acesso ao ensino superior, como também em vários outros aspectos da nossa sociedade. De acordo com dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) 22 milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, destes, 70% são negros. Outro dado alarmante, é o número de negros nas universidades públicas brasileiras, que segundo o mesmo instituto é de apenas 2%.
Sabemos que não é somente através da política de cotas que um grave problema estrutural, que é a ausência dos trabalhadores e seus filhos na universidade pública, irá ser solucionado. Não temos ilusões quanto a isso. No entanto, entendemos que medidas imediatas precisam ser tomadas, e nesse sentido a política de cotas, tanto raciais quanto sociais, se bem planejada, cumpre um papel importante. É preciso salientar que se faz necessário que amplas medidas de assistência estudantil sejam elaboradas, para que os estudantes ingressantes pelo sistema de cotas tenham plena condição para se manterem na universidade.
Há um plano de ações afirmativas sendo discutido em nossa universidade. Cabe ao movimento estudantil estar atento, e pressionar a reitoria, para que um projeto tão importante como esse, seja implantado em sua plenitude: reserva de vagas, assistência estudantil, extensão popular e pesquisas com cunho social.
Cotas e Versos
A educação brasileira é para quem pode.
Brancos, ricos. Não negros, índios e pobres.
A educação é fundamental.
Que tal repensá-la?
Que tal?
Ensino médio, vestibular. Muita conta pra pagar.
Ensino público não funciona...
Com descaso e sem dinheiro, quem disse que vai melhorar?
E não podemos esperar!
Peguemos logo nossos sonhos
Mãos fortes e coragem
Para derrubar todos os muros
E seguir nossa viagem.
Não nos querem. Mas que pena...
A universidade não é tão pequena.
Cabe preto, cabe índio e cabe branco.
Cabe luta, não cabe pranto.
Não vamos resolver os problemas.
Não seremos livres.
Mas como está? Quem guenta?
Cotas sim, cotas não.
Pobre, preto e índio mermão?
Cotas sim, cotas não.
O horizonte é a emancipação.
Cotas sim! Cotas sim!
Com assistência e preocupação.
Cotas sim! Cotas sim!
E não venham me dizer que não...
Cartão Mais Aracaju: Menos qualidade, segurança e agilidade
Observamos uma mudança notável no sistema de transporte público. Essa mudança atende pelo nome de bilhetagem eletrônica. De um lado, o bonito discurso da Prefeitura, SMTT e Setransp (sindicato dos empresários que controla o transporte público), justificando que a bilhetagem traria mais segurança e agilidade para o usuário. De outro lado, sentimos na prática que a bilhetagem, além de causar enormes filas nos terminais, pode acarretar em demissão (a médio prazo) de cobradores. Em 17% das cidades que implementaram a bilhetagem o cobrador foi mandado embora (NTU,2003).
Aqui em Aracaju, o Prefeito justifica que EVENTUALMENTE algumas pessoas pagarão com dinheiro, mantendo assim os cobradores. Porém, o Superintendente da SMTT "espera que TODOS estejam utilizando os cartões até o final do ano". Essa incongruência mostra que os empregos estão por um fio. Com a demissão, a cobrança e fiscalização passariam a ser exercidas unicamente pelo motorista, que agora fará uma dupla tarefa com o mesmo salário. Além disso, o CARTÃO MAIS promete uma maior segurança. Segurança para quem? Ladrão que se preza não rouba somente o cobrador e, como não haverá tanto dinheiro com este, o alvo se volta para o usuário, ou seja, NÓS! Nesse caso a segurança é toda da empresa porque o dinheiro das passagens já entrou antes de qualquer maneira, já que se passa a utilizar o sistema pré-pago.
E a bendita agilidade? As filas nos terminais são imensas. As filas nos escassos e pouco divulgados postos de recargas idem. Ele deve ter dito agilidade em receber o lucro.
E ainda temos que arcar com as falhas do sistema. Pagamos por um número de passagens fechado, mas observe como em algumas vezes esse número não corresponde ao total de passagens. Pra variar essas são em valores e não em quantidade de passe escolar. Isso também vai implicar que, quando houver os aumentos de tarifa do busão sairemos perdendo também. Como? Se antes poderíamos comprar cem passes escolares antes dos aumentos da tarifa e utilizar durante um bom tempo, hoje isso é inviável, porque como se desconta o valor em dinheiro e não em quantidade de passe, com o aumento automaticamente sairemos perdendo. Sacaram?
Diante disso, não vemos outra saída se não a de lutarmos contra este modelo de sistema de transporte, que demita funcionários, aumente a exploração dos que restarem e aumente o lucro dos empresários. MAIS Aracaju? Ah ta, MAIS lucros para eles e transtornos para a gente.
Quando só o amor não basta pra garantir a nossa liberdade...
Tanto a mulher, o homossexual, o negro ou o portador de necessidades, sejam ricos ou pobres, são afetados por um processo onde a liberdade de opção, orientação ou escolha acabam sendo negadas por caracterizações e rotulamentos que nos impedem de viver plenamente a decisão que fazemos.
Mas é importante perceber que esses setores, quando observados pela ótica da classe trabalhadora, são oprimidos duplamente por tudo que foi dito acima e pela opressão própria sofrida por essa classe na sociedade capitalista (falta de emprego, salário baixo, condições desiguais de trabalho, dupla jornada para mulheres, etc.).
Somos oprimidos também pelo padrão estético de beleza ditado pelo mercado. Quantos homens e mulheres pobres não se martirizam por não poderem assumir o padrão único de beleza ditado pelas regras do consumismo? Será que o modelo de homossexual representado pela grande mídia, por exemplo, em novelas, reflete o/a homossexual que vive marginalizado em bairros pobres das cidades? E quando o homem não pode demonstrar sua sensibilidade no relacionamento com o/a outro/a? E tudo porquê? Homem não chora. Homem mantém uma relação de distância com outro homem... Homem tem que ser durão. Senão esse cara é bicha. Essa também é outra forma de opressão...
Diante desse contexto: Será que não é necessário lutar contra qualquer ato que vá de encontro à nossa liberdade? Com toda a certeza, Sim! Vamos à luta contra as opressões!
A SAÚDE NO BRASIL: UM PANORAMA DA OFENSIVA NEOLIBERAL
A história da saúde no Brasil pode muitas vezes nos parecer de difícil compreensão. Porém trazendo-a num contexto sociopolítico ampliado torna-se mais fácil entender os projetos de saúde em disputa.
A saúde até a década de 80 era tida como bem, direito restrito aos cidadãos que pagassem diretamente por ela ou que estivessem formalmente inseridos no mercado de trabalho. O momento histórico e caos no sistema de saúde levaram a pressões sociais e mobilizações que culminaram na criação do SUS instituído na Constituição de
Na realidade desde a sua criação o Sistema Único de Saúde sofre forte resistência a sua efetiva implementação. Os rumos do sistema político nacional e internacional se opõem ao modelo de promoção e ampliação da saúde pública. Nos últimos anos a proposta neoliberal de corte de gastos com o público e desresponsabilização do Estado, aliado a uma intensificação do incentivo ao empreendedorismo baseado no lucro em áreas como saúde e educação, tiram direitos essenciais da população. A privatização torna-se a saída para tudo. É nessa lógica que surgiu este ano a proposta de criação e regulamentação das Fundações Estatais de Direito Privado para a saúde.
O Projeto de fundações de direito privado foi criado como uma alternativa do Estado para gerir as instituições de saúde, responsabilizando fundações PRIVADAS pela administração, financiamento e gestão do bem público. Nesse novo modelo jurídico o financiamento da Fundação Estatal não integra o Orçamento Geral da União. A partir disso, como alternativa para ampliação de suas receitas, os recursos que custearão a prestação de serviços nas instituições públicas de saúde poderão ser gerados através de Contrato de Gestão com a iniciativa privada e venda de serviços/bens a convênios particulares. Tudo isto significa exatamente uma diminuição dos espaços de atendimento gratuitos à população.
Os Hospitais Universitários (HU’s) das Universidades Federais são os primeiros alvos desse do projeto de Fundações. Um quadro drástico dentro disso é que a adesão a esse projeto para os HU’s, além de todos os diversos danos à população, prejudica os estudantes da área da saúde nas Universidades Federais em sua formação enquanto profissionais. O formato de gestão da Fundação Estatal é muito mais voltado para a prestação de serviços como forma de garantir recursos e esquece do seu papel em atuar no desenvolvimento de linhas de pesquisa que avancem na busca de soluções para as questões de saúde nas diversas complexidades. A ligação entre o ensino, pesquisa e extensão são mais uma vez deixados de lado.
Vemos novamente o lucro como primeiro interesse na criação de alternativas para mudanças no quadro social. As transformações que visualizamos trazem a saúde e a educação como desobrigação do Estado e direito de quase ninguém.
sábado, 17 de novembro de 2007
Quem Somos
DIRETORIA
Presidente: Ana Paula (Serviço Social)
Vice: Alexis Magnum (Direito)
Secretaria Geral: Mayra(História) e Bruna(Enfermagem)
Secretaria de Finanças: Flávio(Geografia) e Fraga(Ciência da Computação)
Secretaria de Assistência estudantil: Eliane Charnoski(Química)
Secretaria de Cultura: João Ademir(Direito) e Thyara(Secretariado Executivo)
Secretaria de Esportes: Driele(Ciências Contábeis)
Secretaria de Formação política: Danilo(Direito)
Secretaria de Ensino, pesquisa e extensão: Jaci(Biologia)
Secretaria do Campus-Laranjeiras: João(Teatro), Antônio (Museologia) e Ramon(Dança)
Secretaria de Itabaiana: Jonas Urubu(Letras)
CONSU
CCBS: Pel(Biologia) e
CCET: Mike(Ciência da Computação) e Eliane Charnoski(Química Industrial)
CCSA: Jopas(Direito) e Thiago Caju (Direito)
CECH: Fernando(Geografia) e Manuela(letras)
Campus-Laranjeiras:João(Teatro) e Antônio (Museologia)
CONEPE:
CCET: Fraga (Computação) e Helenilza (Química)
CCSA: Ana Paula (Serviço Social) e Ize(Direito)
CECH: Cleidson(História) e Caio(Geografia)
CCBS: Bahia(Eng. Florestal) e Bananinha(Biologia)
Campus-Laranjeiras: Ramon (Dança) e Bia (Arquitetura)