domingo, 18 de novembro de 2007

ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NA UFS... ISSO É REAL OU MILONGA?

Nota-se que as desigualdades econômicas se refletem na forma de organização e vivência das pessoas, colocando-os em patamares diferenciados: poucos com mais e muitos com menos. Tá, mas onde se encaixa a UFS nesta história? Em tudo!

Na UFS todas e mais outras desigualdades são reais, o que não é real é aquilo que chamamos de assistência estudantil! Você já percebeu que de uns tempos pra cá a UFS ampliou o número de vagas? E a política de Assistência estudantil, que já era precária, aumentou proporcionalmente? Não!

Entendemos este tipo de expansão como uma ação demagoga, pois de um lado inclui o estudante na universidade e do outro, o exclui automaticamente. Pois pesquisas evidenciam que o fator determinante da evasão nas universidades é a ausência de assistência estudantil.

De que adianta garantir acesso sem garantir permanência? Já sei: aumentar o percentual de “cidadãos” “inseridos” no Ensino Superior e ocultar o percentual e a causa da evasão escolar! Os que estão no poder são espertos hein? E nós? Somos espertos, organizados, democráticos, resistentes e combativos! Um exemplo deste perfil foi o processo de enfrentamento e combatividade durante a paralisação estudantil na UFS.

Ô estudantada, o que nos levou mesmo a paralisar? Vamos relembrar... Inicialmente fomos instigados pela falta de serviços básicos no âmbito da Assistência Estudantil: RESUN e BICEN. Sem eles, dava pra garantir a permanência na UFS? Então democraticamente decidimos paralisar! Paralisados, o que fizemos? Discutimos as problemáticas vivenciadas no cotidiano da UFS. Só isso? Não! Organizados, propomos alternativas de superação e transformação da realidade da UFS. E os resultados? De forma combativa e resistente alcançamos conquistas!

Queremos mais alguma coisa? Sim, queremos e organizados lutaremos por:

- Construção da Casa do/da Estudante nos Campi; aumento do valor da bolsa passada aos/às residentes; transformação das bolsas de trabalho em bolsas de estudo; ampliação dos periódicos e obras da BICEN; BICEN em Laranjeiras; ampliação do RESUN e fazer deste um campo de pesquisa e extensão; RESUN em Laranjeiras; fim imediato das taxas; ampliação da frota de ônibus; terminal de integração Aracaju-Laranjeiras; construção do posto de saúde e da creche universitária no campus; garantia de acessibilidade aos ENEE’s (Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais); núcleos de apoio aos ENEE’s e outras tantas bandeiras de luta que resultem em acesso e permanência, onde a Assistência Estudantil seja vista como dever do Estado e direito do estudante, lembrando que as operacionalizações desta política pública irão refletir no desempenho acadêmico.

E aí? Lutar ou desistir? Vamos lutar pela Assistência Estudantil!

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