domingo, 18 de novembro de 2007

Quando só o amor não basta pra garantir a nossa liberdade...

Quantas vezes você foi oprimida, ofendida ou ignorada pelo fato de ser mulher? Quantas vezes olhamos feio, ou ficamos desconfortáveis com relacionamentos homoafetivos? E quando não sentamos ao lado de um negro no ônibus? E piadas sobre portadores de necessidades especiais? Não fazemos aos montes... Apesar de muitas vezes não percebermos que essa é uma realidade presente no dia-a-dia de um mundão de gente, a opressão acaba se legitimando em pequenos atos cotidianos considerado por muitos(as) como inocentes.

Tanto a mulher, o homossexual, o negro ou o portador de necessidades, sejam ricos ou pobres, são afetados por um processo onde a liberdade de opção, orientação ou escolha acabam sendo negadas por caracterizações e rotulamentos que nos impedem de viver plenamente a decisão que fazemos.

Mas é importante perceber que esses setores, quando observados pela ótica da classe trabalhadora, são oprimidos duplamente por tudo que foi dito acima e pela opressão própria sofrida por essa classe na sociedade capitalista (falta de emprego, salário baixo, condições desiguais de trabalho, dupla jornada para mulheres, etc.).

Somos oprimidos também pelo padrão estético de beleza ditado pelo mercado. Quantos homens e mulheres pobres não se martirizam por não poderem assumir o padrão único de beleza ditado pelas regras do consumismo? Será que o modelo de homossexual representado pela grande mídia, por exemplo, em novelas, reflete o/a homossexual que vive marginalizado em bairros pobres das cidades? E quando o homem não pode demonstrar sua sensibilidade no relacionamento com o/a outro/a? E tudo porquê? Homem não chora. Homem mantém uma relação de distância com outro homem... Homem tem que ser durão. Senão esse cara é bicha. Essa também é outra forma de opressão...

Diante desse contexto: Será que não é necessário lutar contra qualquer ato que vá de encontro à nossa liberdade? Com toda a certeza, Sim! Vamos à luta contra as opressões!

Nenhum comentário: